| SÉRIE: Três olhares sob uma mesma realidade |
|---|
|
MBA: sonho ou pesadelo? “Decidi cursar um MBA”. Essa é uma frase que costuma mudar a vida de muita gente. São profissionais dos mais diversos setores de atuação que buscam em uma instituição de ensino a satisfação de suas necessidades intelectuais. Há aqueles que buscam melhorar a sua empregabilidade através de uma titulação que seja efetivamente respeitada e reconhecida no mercado. Há outros que, por sua vez, desejam tão somente ter acesso a um conhecimento que seja conversível na prática, tentando desviar-se das discussões acadêmicas de pouca importância. Há ainda aqueles que consideram que ingressar em curso MBA significará uma mudança radical em sua postura profissional por conta da convivência com pessoas que atuam efetivamente no mercado e que, por isso, podem dividir suas experiências. Embora tais objetivos sejam bem definidos, alguns alunos esquecem de um fator extremamente importante. É que para atender a toda essa expectativa, a instituição pode, e deve, ser rigorosamente em sua metodologia de ensino. Ela deve apresentar um conceituado e titulado corpo docente e linhas de ensino efetivamente compatíveis com as mais modernas tendências. Mas, ainda assim, ela não é única responsável. E é justamente neste ponto que um grande fator de aprendizagem entra em cena: a construção solidária do conhecimento. É quando professor e aluno se colocam lado a lado diante da teoria e sobre ela lançam seu olhar crítico. Trata-se de um momento especial do processo cognitivo onde não existem fronteiras entre docente e discente. Ambos estão envolvidos em um mesmo objetivo: conhecer, compreender, questionar, criticar e assimilar conhecimento. O resultado é surpreendente, na medida em que a exigência da dedicação e do estudo vai demonstrando o seu lado compensador através da construção de novas competências. Infelizmente, há aqueles colegas que não compreendem esse processo por acreditarem que, uma vez matriculados, já é o suficiente. Ledo engano. Engano ao escolher a instituição que é séria e que não abre mão de um ensino de qualidade. Engano ao achar que o processo de aprendizagem pode prescindir do esforço e das horas de dedicação ao estudo. Engano ao acreditar que um toque mágico transformará desconhecimento em domínio técnico. Engano ao desejar um dos diplomas mais respeitados do mercado apenas pelo pagamento de uma mensalidade. Acontece que na era da gestão do conhecimento, a sabedoria é o que se busca. E muitas instituições sabem utilizá-la com especial eficácia, conseguindo reverter esse tipo de pensamento equivocado. É por isso que algumas instituições de ensino acabam se destacando por entregar algo que não está na ementa do curso: o exemplo da convivência, do respeito, da integridade e da seriedade. Por isso, tão importante quanto dizer “decidi cursar um MBA” é também saber dizer “Escolhi um dos melhores, escolhi FGV”. Profissionais também tem selo de qualidade! As indústrias estão cada vez mais protegidas no mundo atual contra os maus fornecedores. Basta que se exijam as certificações da qualidade mundialmente aceitos e pronto! Antes das certificações, as empresas tinham dificuldades para receber, com um padrão de qualidade constante, os produtos que adquiriam de seus fornecedores. A estratégia utilizada foi alterar o processo. Em vez de conferir quando recebiam os produtos, bastava apenas analisar, e credenciar, aqueles fornecedores que demonstravam os devidos cuidados no processo de fabricação. Afinal, melhor se prevenir que ter que corrigir. E compreender os motivos que levaram a criação destas certificações pode auxiliar muitos profissionais a encontrar a tão sonhada colocação no mercado de trabalho. Atualmente, as empresas encontram dificuldades para encontrar candidatos que reflitam um padrão mínimo nos diversos quesitos profissionais que necessitam. Assim como as indústrias em relação aos seus fornecedores, as empresas não tem tempo ou estrutura para entrevistar todos os candidatos que se oferecem. A saída encontrada foi passar a analisar os certificados de origem de cada candidato e observar que justificativa ele apresenta para conquistar a vaga oferecida. Além de coerente e racional, esta prática vem sendo adotada pelas empresas como uma saída para redução de riscos no processo de admissão de executivos. O que é melhor: contratar alguém que se submeteu a um curso de especialização latu senso voltado ao meio corporativo de uma instituição que é reconhecido pelo seu conhecimento e expertise na formação de executivos de grandes empresas nacionais, ou então, de um cursou um curso essencialmente acadêmico e sem o devido conhecimento sobre o que realmente acontece no dia-a-dia empresarial? Não se trata de invalidar o domínio acadêmico, mas sim, de desenvolvê-lo a partir da sua aplicação prática no cotidiano. É sabido que apenas o domínio prático foi suficiente para que empreendedores construíssem verdadeiros impérios corporativos. Entretanto, pouca gente percebe que estes casos de sucesso possuem duas características fundamentais: - a primeira é que, percentualmente à população empreendedora nacional, representam uma exceção à regra. Ou seja, dentre muitos, os práticos bem sucedidos são pouquíssimos! - a segunda, e mais importante, que para ter um crescimento sustável, esses empreendedores não pensaram duas vezes antes de contratar profissionais que pudessem complementar suas fraquezas teóricas. De forma prática, a escolha por um MBA envolve, é uma decisão que envolve que tipo de certificação de qualidade se deseja apresentar ao mercado. E, neste sentido, poucos cursos contam com a credibilidade e um histórico tão bem sucedido de formação de profissionais quanto o MBA da FGV. O início está no fim? O sonho de muitos profissionais é alcançar a tão sonhada independência financeira e poder fazer o que quiser na vida. Para um estudante, o sonho é concluir sua fase acadêmica, encerrando um ciclo de muitos anos de estudos. Para um professor, o sonho é atingir um grau de domínio e conhecimento que o distinguam como um sábio, cujos conselhos devem ser sorvidos com um manjar dos deuses pelos seus alunos. Triste ilusão! Cada profissional sabe que, quanto mais sucesso se alcança, maior é a carga de responsabilidades e afazeres que lhe cabem. Em alguns casos há até uma reversão de propósito de vida: antes era crescer e acumular. Hoje é manter o que se conquistou ou até mesmo, lutar para não perder o pouco que se tem. Para os estudantes, a cada ano conquistado, o fim parece estar mais longe. Antes a carreira acadêmica terminava com o ensino superior. Hoje ela está apenas começando com a pós-graduação. E com os professores o fenômeno se repete tal qual com as demais categorias. A cada ano de estudo e dedição, ele percebe que a sabedoria está mais longe e que o domínio do conhecimento é como a cenoura que move o cavalo: inatingível, ainda que, muitas vezes, a poucos passos de distância. Sócrates estaria certo ao elaborar a famosa frase “Só sei que tudo que sei é que nada sei”? Sim e não! Sim, porque é fato que o domínio pleno do conhecimento é uma utopia que só ilude aqueles que estão apenas engatinhando na arte de estudar. Não, porque o conhecimento acumulado pela experiência do dia-a-dia se revela forte o suficiente para mudar sociedades e embasar projetos e sonhos. Esse é o clima de uma turma de MBA da Fundação Getúlio Vargas. Mais que um ambiente onde o conhecimento é apresentado pelo docente, é um local onde as experiências e a teoria formam um processo catalizador apaixonante. O relacionamento entre docente e acadêmico dita o ritmo de uma construção efervescente de novas idéias. Mais que uma incubadora de conceitos e atitudes, é uma geradora de qualificação. Neste contexto, a sensação que perdura na experiência de professor é que, por alguns momentos, fica a dúvida sobre quem está partilhando conhecimento com quem! Academicamente, pode se dar o nome de modelo interativo de construção de conhecimento. Apaixonadamente, pode-se afirmar que o MBA da FGV é uma semeadora de conceitos, que germinados de forma coerente com a experiência partilhada entre docentes e acadêmicos gera uma colheita farta de excelência em gestão. Resumindo: seja pela paixão, seja pela razão, é um privilégio fazer parte do time de professores da FGV. Luciano Salamacha. Cursou MBA em Gestão Empresarial pelo ISAE/FGV no Paraná. Empresário e consultor de empresas, hoje compõe a equipe de professores da instituição. |
| Índice :: Imprimir :: E-mail |

